TRANSCRIÇÃO COMPLETA · EPISÓDIO 2
Os 5 pilares do cuidado que salvam vidas
Sob o conceito de caring, Paul O'Neill estruturou cinco condições simultâneas que precisavam estar de pé antes de qualquer indicador de segurança ser perseguido. Os cinco pilares e as três perguntas que todo trabalhador da Alcoa precisava poder responder afirmativamente, todos os dias.
Se você está aqui, é importante. Se você está aqui e não é importante, cometemos um erro. Certo? E se trouxemos você aqui, o que foi um ato intencional, temos uma responsabilidade com você. Começa por te tratar com dignidade e respeito. Queremos que você faça parte de um grupo que assume a responsabilidade por um ambiente de trabalho livre de acidente.
Como construir uma organização com uma forte cultura de segurança? Como construir uma organização livre de acidentes? Como elevar a performance de segurança de modo que os indicadores de performance do negócio acompanhem? E o elo é uma única palavra, o cuidado. Isso mesmo, caring. Agora, como manifestar esse cuidado?
"Se você está aqui, é importante. Se você está aqui e não é importante, cometemos um erro. Certo? E se trouxemos você aqui, o que foi um ato intencional, temos uma responsabilidade com você. Começa por te tratar com dignidade e respeito. Queremos que você faça parte de um grupo que assume a responsabilidade por um ambiente de trabalho livre de acidente."
Algo que Paul O'Neill praticava são cinco pilares que garantem que você não vai alcançar nessa jornada simplesmente bons indicadores de segurança, mas os seus negócios vão também alcançar bons indicadores de performance. O primeiro é que cada liderado precisa ter um bom relacionamento com o seu líder imediato.
Essa relação precisa ser saudável. Ela não pode ser uma relação de pequenos acordos, dívida de favor, de rabo preso, uma relação poluída, uma relação que não é transparente, que não tem confiança. Líderes e liderados precisam confiar de que eles estão na direção certa, na expectativa certa e eles recebem feedbacks adequados. Conversas fáceis, conversas difíceis acontecem e isso oxigena todas as relações.
O segundo pilar, justiça e igualdade. Nas tratativas não existem aqueles que são os protegidos, não existe proteção hierárquica, proteção no gênero, na nacionalidade ou na competência. O que existe são processos justos e iguais. Justiça, a mesma parte, igualdade para todo mundo.
"Todos os dias sou tratado com dignidade e respeito por todos que encontro, independentemente de outra característica discriminante. Posso dizer que sou tratado com a mesma medida de dignidade e respeito todos os dias, sem qualquer ressalva."
O terceiro pilar são procedimentos, padrões e uma performance bem definida. Os procedimentos bem padronizados, bem comunicados, de modo que as pessoas compreendam, de modo que eles sejam adequados para o trabalho. Eles sejam adequados não simplesmente na teoria, eles precisam ser adequados na prática. Este é o terceiro pilar.
O quarto pilar é a comunicação. É a comunicação onde as pessoas não têm medo. Não têm medo de ter uma opinião diferente da maioria. Ela sabe que ela pode expressar e se comunicar e colocar ali sobre a mesa os prós, os contras, aquilo que ela de fato acredita. "Chamamos lesões de acidentes, o que significa que isso não poderia ter sido evitado. Então, quando você apresenta ideias de liderança para mudar as características de uma organização, é preciso estar atento à linguagem. A palavra acidente é permissiva, incidente sugere que você pode usar habilidades analíticas para descobrir como evitar que um conjunto de circunstâncias volte a acontecer."
Agora vamos falar do último, o clima de segurança. O clima vem antes da cultura. Na verdade, manter um bom clima entre as relações entre clientes, fornecedores, entre o público interno, esse clima saudável, esse clima onde nós podemos trabalhar em equipe, onde existe um cuidado mútuo, onde a gente trabalha para que não tenhamos ali dentro do clima movimentos contra a cultura que nós estamos construindo.
Manter um clima garante uma cultura madura. Esses são os cinco pilares de sua filosofia. "Acredito que os seres humanos têm o que chamo de energia discricionária, que podem te dar ou não. E não acho que vão te dar se não sentirem que são tratados com dignidade e respeito todos os dias."
Na prática, os cinco pilares eram traduzidos com três perguntas que todos os funcionários deveriam responder todos os dias. A primeira pergunta: "Você é tratado com dignidade e respeito todos os dias por todas as pessoas com quem você se relaciona aqui na companhia?" A segunda pergunta: "Você recebe os recursos, as ferramentas, os treinamentos e o encorajamento necessário para que você faça uma contribuição aqui no seu trabalho que dê sentido à sua vida?" É sobre isso, trazer sentido nas pessoas.
E a terceira pergunta: "Você é reconhecido pelo que você faz? Você sente que você está sendo visto aqui, que a sua contribuição está sendo capturada?" E foi assim que ele levou a Alcoa a se tornar não só uma empresa segura, livre de acidentes, e sim uma empresa extremamente rentável, onde os acionistas queriam estar.